Oração ao cadáver desconhecido

cadaverA palavra cadáver vem de um antigo acróstico em latim: “caro data vermibus”, que significa carne dada aos vermes. Dessa expressão reunimos o prefixo de cada palavra e formamos: “CADAVER”. O termo é empregado cientificamente, e a ele devemos todo nosso respeito e agradecimento. A oração ao cadáver desconhecido foi escrita por Carl Rokitansky.

Rokitansky nasceu na Áustria (1804-1878). Médico patologista supervisionou cerca de 70.000 necropsias, executando 30.000 delas no instituto de patologia em Viena. Sua técnica de necropsia é utilizada hoje (técnica Rokitansky).

Foi um grande filósofo, influenciou os médicos da época a não considerar o ser humano como objetos de pesquisa, devendo tratar os indivíduos com respeito máximo. Também lutou em desenvolver a ética na medicina e a compaixão, com o trecho: “se preservamos e praticamos a compaixão, seremos capazes de aliviar parte do ônus de sofrimento de nossos pacientes”.

Seu grande legado foi deixado ao cadáver, a máxima em reflexão aos estudantes da saúde. Pessoalmente, acredito que é a lição fundamental, todos os estudantes devem aprender. Os novos professores de anatomia devem propagá-la. É aprendendo a respeitar os mortos que nos concentramos e nos esforçamos para auxiliar a vida.

Abaixo a oração ao cadáver desconhecido:

“Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente. Tu que tivestes o teu corpo perturbado em seu repouso profundo pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso respeito e agradecimento “.

Bons estudos sempre!

8 comentários em “Oração ao cadáver desconhecido

  • 15/07/2010 em 13:20
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    Eu já conhecia esta oração q inclusive está num dos meus albuns do orkut, sou estudante e acho de suma importancia o respeito ao corpo humano já em óbito pois este um dia esteve aqui como nós, ao cadaver todo o meu respeito, alguns dos cadaveres q temos na Universidade foram doados algumas crianças(bebes) q morreram meses após nascimento as mães vieram trazer pessoalmente o corpo de seu maior bem, outros desconhecidos indigentes q vem do IGP(instituto Geral de Percia).

  • 15/07/2010 em 13:39
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    Estudo medicina e conheço essa oração… Acho que qualquer estudante da área da saúde conhece.

  • 05/08/2010 em 01:19
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    Lembro da primeira vez que li essa oração, foi na primeira página de um atlas de anatomia humana de uma pessoa muito especial cuja mãe havia escrito para ele.

  • 11/09/2010 em 19:15
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    Devemos cada um respeitar os outros, mesmo quando cadáver, pois ali é um estranho talvez, mais e o amanhã, pode ser quem o estar olhando, portanto respeitemos para que respeitem-nos, pois o amanhã pertence a Deus. Que possamos aprender mais e mais na área da saúde, pois ela tem muito a nos oferecer.

  • 03/02/2011 em 16:15
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    olá, ao ler essa oração pela primeira vez, senti que nós, como seres humanos devemos sempre ser solidários. Para nós, que somos profissionais da área, fica a mensagem de ética e profissionalismo e que sempre, e não importando qual o tipo de situação devemos sempre abraçar a causa.

  • 16/11/2012 em 17:10
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    Tomei conhecimeto desta horacao aqui nesta página ,eu nao a conhecia e confesso que achei de grande sensibilidade. Quantas coisas foram descobertas, e quantos progressos obteve-se na medicina através do estudo feito nestes corpos sem identidade, mas que foram pessoas , seres humanos como nós, e com certeza meressem nossa gratidao e respeito.

  • 06/02/2013 em 20:42
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    Apesar de agnóstico confesso que fiquei boquiaberto ao ler esta “oração”, pois o autor foi altamente místico em descriminar seu pensamento crédulo em relação aos corpos que jazem.

  • 29/10/2014 em 17:32
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