Ressonância magnética nuclear melhora o desenvolvimento de medicamentos

Nova abordagem ajuda no processo de purificação de proteínas importantes que facilitam a criação de novas drogas

Cientistas no Centro de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS) no Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, estão usando a ressonância magnética nuclear (RMN) para entender e melhorar o processo de purificação de proteínas importantes que facilitam a criação de novos medicamentos.

A purificação dos componentes de medicamentos é um grande obstáculo para o desenvolvimento de drogas modernas. Isto é particularmente verdadeiro em drogas que utilizam as proteínas, que são notoriamente difíceis de separar de outras impurezas potencialmente mortais.

“Esperamos usar nossas percepções para ajudar àqueles na indústria a desenvolver melhores processos para fornecer medicamentos menos caros e reduzir drasticamente os custos de saúde”, disse o autor do estudo, Steven Cramer.

O processo de cromatografia multimodal gerou recentemente grande interesse na indústria farmacêutica. Na sua forma mais básica, este processo separa as proteínas de suas matérias circundantes, tais como o DNA e outras proteínas. O processo funciona através do incentivo a proteína desejada para que ela se uma a um material que contém um ligante, um tipo de cola molecular. Cada ligante é atraído apenas a certas partes de determinadas proteínas. Após ter sido separada da mistura, as proteínas específicas podem ser obtidas em sua forma mais pura, facilitando a sua eventual utilização como bioterapêutico.

Quanto mais seletivo o ligante é a uma proteína específica, mais eficiente é o processo, e menos passos adicionais são necessários para produzir o medicamento final. Isso resulta em redução de custos para a produção da droga. Mas, apesar de sua ampla utilização e benefícios, muito pouco se sabe sobre como o processo realmente funciona ou como os ligantes podem ser melhorados.

“Estamos tentando entender exatamente o que está tornando estes materiais tão úteis para a separação de proteínas”, disse Cramer. “E o que nós estamos tentando descobrir são as interações fundamentais no processo de cromatografia para tornar as separações possíveis e eficientes.”

“Esta pesquisa está nos ajudando a desenvolver uma compreensão fundamental de seletividade”, acrescentou Cramer.

Juntamente com sua equipe, Cramer vai tentar melhorar a qualidade dos ligantes e desenvolver processos melhorados para a purificação dos medicamentos.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/11607/ciencia-e-tecnologia/ressonancia-magnetica-nuclear-melhora-o-desenvolvimento-de-medicamentos Acessado em 04/11/2010 as 10:50

Um comentário em “Ressonância magnética nuclear melhora o desenvolvimento de medicamentos

  • 27/05/2011 em 18:26
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    adorei o site de vcs me mandem atualidades sou téc. em rad.

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