Confira as novidades e os paradigmas apresentado no congresso internacional da Osteoporose

Um paradigma apresentado considerado de relevante importância e, motivo do uso cada vez mais crescente é a aplicação da Densitometria Óssea em Pediatria não para diagnosticar a Osteoporose propriamente dita, vez que crianças e adolescentes não tem osteoporose vez que ainda não se formou o pico da massa óssea.


Em crianças e adolescentes o que se identifica é o comprometimento da fisiologia e do metabolismo mineral e ósseo determinando uma baixa massa óssea considerada crítica quando menor do que dois desvios padrão comparativamente com um grupo de pessoas jovens de mesma idade, sexo e altura, ou seja, o Z-score igual ou inferior a -2.0, definido como “abaixo da faixa de variação esperada para a idade”. A baixa massa óssea vai comprometer o pico da massa óssea do adulto que seria alcançado ao atingir os 30 anos de idade. 65 % do pico da massa óssea é obtido na adolescência com a puberdade daí a necessidade de identificar na criança e adolescente a baixa massa óssea e tratar prevenindo a osteoporose e evitando que este jovem seja mais um da estatística dos portadores da osteoporose no futuro. Doenças associadas com baixa massa óssea: Osteogênese Imperfeita, Artrite juvenil idiopática, Lupos, Síndrome nefrótica, uso de glicocorticóides, Mal-nutrição, Anorexia nervosa, Osteoporose Idiopática.
Outro paradigma apresentado é o uso do exame de densitometria no homem determinando um significativo aumento do uso do exame de densitometria para o diagnóstico da Osteoporose no homem.
20% dos homens nos Estados Unidos acima de 65 anos são portadores de Osteoporose e se espera que nos próximos 10 anos, 50 % dos homens acima de 65 anos venham sofrer de osteoporose sendo importante o diagnóstico, sobretudo, para prevenir às fraturas do idoso e as suas conseqüências como a imobilização por períodos prolongados, a invalidez, e a elevada morbidade e a mortalidade, alem da necessidade de qualidade de vida do paciente vez que é freqüentemente encontrado associado, o hipogonadismo como nos casos dos pacientes em tratamento de Ca de próstata, do paciente com insuficiência renal crônica, e naqueles casos de pacientes com andropausa que se instala lentamente, e, que se acomoda junto com a menopausa da parceira, daí a necessidade do diagnóstico e o tratamento hormonal, e, ou medicamentos anti-osteoporóticos.
É freqüente encontrar associado à osteoporose, o hipogonadismo, condição em que a avaliação endócrina mostra níveis de testosterona abaixo de 300ng/ml e a reposição hormonal resulta numa significativa melhora da qualidade de vida. Vamos acabar com o estigma de que velho morre de queda. Vamos prevenir as fraturas do individuo idoso provocado pela Osteoporose não diagnosticada.
Outro paradigma apresentado que é mais uma recomendação aos médicos e profissionais envolvidos com a densitometria e o tratamento da osteoporose, clínicos, ginecologistas, urologistas, nefrologistas, reumatologistas, pediatras, geriatras, endocrinologistas é efetuar uma rigorosa advertência aos pacientes em tratamento da osteoporose para a importância da continuidade do uso da medicação.
A taxa de não adesão e descontinuidade ao tratamento da osteoporose ultrapassa 50% decorrente de negligencia, contenção de despesa, e o fato do grande número de casos de osteoporose se apresentar silenciosa, assintomática, sendo o paciente surpreendido com a fratura óssea e suas conseqüências o internamento hospitalar, a imobilização prolongada, a invalidez e a elevada taxa de morbidade e mortalidade.
Outro paradigma apresentado é o uso da Morfometria Digital para diagnosticar as fraturas da coluna vertebral. 15 a 35% das fraturas de coluna não são diagnosticadas pela densitometria convencional. A presença de uma fratura vertebral aumenta significativamente o risco de novas fraturas, e essa condição diagnóstica permite classificar o paciente como portador de osteoporose clínica independentemente do resultado da densitometria convencional implicando no tratamento clínico preventivo e evitando as terríveis conseqüências da morbidade e mortalidade da doença.
A Densitometria Óssea para avaliação da composição corporal total apresenta uma excelente acurácia comparativamente com outros métodos tornando-se uma referencia para o estudo da composição corporal avaliando diretamente os três compartimentos corporais: massa óssea, massa gordurosa, massa magra (músculos).
Atualmente existem inúmeras aplicações clínicas do estudo da composição corporal, particularmente na Medicina Esportiva, Academias de Fitness em Endocrinologia no estudo da Obesidade, Anorexia, Caquexia, Reabilitação motora de doenças neuromusculares, renais, edema, e em avaliações nutricionais. Outras aplicações incluem a monitorização das alterações de massa magra e de gordura esperadas nos pacientes em uso de hormônio de crescimento, corticosteróides, esteróides sexuais e nos transplantados em uso de imunossupressores e nas academias na monitorização da perda da gordura e aumento da massa magra, ou seja, o aumento de formação da massa muscular total e regional.
Outro quadro clínico a se considerar é a Sarcopenia, a diminuição da massa magra (massa muscular) que vai diminuindo gradualmente com a idade. A sarcopenia está associada a alterações metabólicas e distúrbios funcionais do organismo.
O conceito de Sarcopenia é definido como a diminuição da massa magra com o envelhecimento com a idade avançada dos músculos esqueléticos.
O termo vem do grego e significa a perda de massa muscular que ocorre fisiologicamente com o envelhecimento. É considerada patológica e integra a síndrome da fragilidade do idoso e está associada à diminuição da capacidade funcional. Com a idade, e a partir dos 40 anos, aproximadamente, perde-se cerca de um terço da massa muscular e em torno de 0.5 a 1.0 % a cada ano até os 65 anos, e um pouco mais rápido a partir daí.
A prevalência da sarcopenia aumentou de 13 a 24% em pessoas abaixo de 70 anos a mais de 50% em pessoas acima de 80 anos.   A sarcopenia está associada a incapacidade física tanto no homem quanto na mulher independente da cor, idade, morbidade, obesidade, e rendimento.“`
O aumento da expectativa de vida da população e conseqüentemente da população idosa tornou a sarcopenia uma questão de saúde bastante relevante no mundo desenvolvido pela perda da massa e da força muscular e a conseqüente redução do equilíbrio e perda da agilidade, possibilidade de queda e fraturas aliado ao baixo IMC e baixa massa óssea e osteoporose.
A densitometria óssea de corpo total (DXA) é capaz de avaliar a composição corporal total e segmentar informando a massa magra e a massa gordurosa em gramas e o percentual de gordura de corpo total relacionado com o IMC – Índice de Massa Corporal, o índice ginóide/andróide, além do score de cálcio obtido pela visualização de calcificação presente na parede da aorta abdominal por diante das quatros primeiras vértebras lombar, que caminha junto com a osteoporose, significando novos fatores de risco cardiovascular que quando positivo requerem uma avaliação cardiovascular mais cuidadosa do paciente.

Fonte: http://www.climedi.com.br/novidades_006.htm acessado dia 20/07/2011 ás 8h e 14 min.

Fonte da imagem: http://www.caldeiraodesaude.com/2008/07/osteoporose-em-homens-e-mulheres.html acessado dia 20/07/2011 ás 8h e 53 min.

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